quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"Os F1 do Emerson" - A estréia em 1970 com o Lotus 49C

Lotus 49C (Ford-Cosworth V8) - Gold Leaf Team Lotus - 1970.

Dia 18 de Julho de 1970, Grande Prêmio da Inglaterra, circuíto de Brands Hatch, Emerson Fittipaldi fazia sua estréia na Fórmula 1 a bordo do Lotus 49C número 28.
Mesmo largando nas últimas posições (21º), com um carro já superado e contando como experiência anterior em Fórmula 1 somente um teste realizado em 8 de Junho daquele ano e dois treinos, ambos em Silverstone, Emerson andou forte. Fez algumas ultrapassagens e disputava posição com François Cévert, companheiro de Jackie Stewart na equipe de Ken Tyrrel, quando perdeu a quarta marcha. Como não adiantava parar nos boxes, continuou na pista e passava direto de terceira para quinta marcha. Mesmo assim chegou em 8º lugar, com duas voltas menos, dentre os 10 pilotos que completaram a prova.
Aquele 21º Grande Prêmio da Inglaterra, há mais de 40 anos, representou um marco que transformaria a história do automobilismo do Brasil, que com a estréia de Emerson, colocou o país na categoria máxima do automobilismo mundial.
Chico Landi, Gino Bianco (italiano radicado no Brasil desde a infância), Fritz D'Orey e Hernando da Silva Ramos (franco-brasileiro) já tinham se aventurado na década de 50, mas foi com Emerson Fittipaldi que o Brasil entrou em definitivo para a história da Fórmula 1.

Atualizando:
Com este post dou início a série "Os F1 de Emerson Fittipaldi" com as ilustrações de perfil de todos os carros de Fórmula 1 pilotados pelo "Rato", começando com o Lotus 49C utilizado em sua estréia em 1970, passando pelo Lotus 72C da primeira vitória na categoria, continuando com o modelo 72D, 56B (turbina) e 72E, pelas McLaren M23, os Fittipaldi FD04, F5, F5A, F6, F6A, F7 e F8 de 1980, e pra finalizar o Spirit-Hart 101B testado por Emerson no Rio de Janeiro em 1984.
Apreciem sem moderação.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Classic Cup 2010 - Passat nº 76

Caricatura do Passat cinza nº 76 do piloto Raphael Soares (Salvador/BA).

O baiano Raphael compete este ano com seu Passat (cinza rato) da Classic Cup 2010 na categora D1B para carros originais com motores de até 1600 cc.
Boa sorte ao Raphael e seu Passat nesse seu primeiro ano na categoria.

sábado, 9 de outubro de 2010

Voyage nº 77 do Ney - TCC 2010

Caricatura do Voyage nº 77 do piloto Sidney Andrade, ou simplesmente Ney, do TCC.

Nosso amigo Francis Poeiranaveia (Fusca nº 2 da TCC), encomendou essa carica pra presentear seu grande amigo e incentivador Sidney Andrade, o "Ney", a quem êle diz ter uma eterna gratidão.
Mas é melhor o próprio Francis nos contar um pouco sobre seu amigo:

"Sidney Andrade, o "Ney", iniciou sua carreira no Automobilismo Catarinense em Julho de 1985, quando estreou com um VW TL em Jaraguá do Sul.
Mais tarde trocou o TL pelo Voyage e ainda aventurou-se com um Gol, mas esse "namoro" não durou muito e o Ney voltou para o Voyage.
O Ney é um exemplo pra toda essa turma nova que está nas pistas. Sempre foi o preparador, o motorista, o cozinheiro, o borracheiro e o piloto da equipe.
Por diversas vezes viajou - e ainda viaja - sozinho, fazendo tudo, absolutamente tudo no carro.
Por vezes contou com o apoio de amigos e/ou parentes, que com algum (ou nenhum) conhecimento tentavam auxiliá-lo na pista.
Registre-se aqui o empenho e a dedicação da Sandra, esposa do Ney, uma verdadeira guerreira que sempre esteve ao lado dêle, sem medo de meter a mão na graxa ou apertar um parafuso.
O Ney é um piloto à moda antiga: prepara seu carro na sua própria oficina (já preparou também o carro de vários outros pilotos), não tem patrocínio, se vira como dá e não foram poucas as vezes que com essa estrutura "fundo de quintal" conseguiu "surrar" pilotos e preparadores famosos nas pistas de Santa Catarina e do Paraná, tanto na terra como no asfalto.
Eu tenho uma dívida de gratidão eterna com o Ney, pois o que êle fez por mim montando o Fusca nº 2 em três semanas e com a dedicação que empregou no carro (mesmo odiando Fusca), é coisa que muito pai não faz pelos filhos.
De minha parte só posso agradecer pela amizade e pelo carinho de toda a família Andrade!"

Mandou bem Francis.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Picape Ford F75 na trilha

Caricatura da picape Ford F75 (ex Willys-Overland) do Danilo da cidade de Vacaria/RS.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dodge Dart Demon 1975

Carica do Dodge Dart Demon 1975 do colecionador carioca Alberto Júnior.

Motor Dodge V8 318
Carburação Holley 4777C
Comando 278
Taxa 10.7
Câmbio 4 marchas Clark
Diferencial Dana 3.o7
Rodas Magnum 500 15x7 e 15x8
Pneus Cooper Cobra 215/60-15 e 245/60-15

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Divisão 3 - O Dojão do Leopoldo Abi-Eçab

Caricatura do anabolizado Dodge Charger nº 71 do Leopoldo Abi-Eçab com seus pára-lamas estufados e rodas enormes, lindo carro mas...

Li em um comentário no blog do Mestre Joca que o Dojão apanhava dos "pinicos atômicos" até no retão de Interlagos, que o maior problema do Dodge Charger do Leopoldo era a falta de estabilidade para fazer as curvas 1 e 2 em alta velocidade e por isso entrava "frouxo" no retão e quando a banheira embalava já estava na hora de enfiar o pé no freio e reduzir pra encarar a curva 3.
Alguém sabe mais detalhes sobre esse carro?
Manifestem-se cambada!!!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Levantando poeira no TCC 2010 - Gol nº 21

Caricatura do Golzinho quadrado nº 21 do piloto Johedy "Polaco" Kuczkowski (Jaraguá do Sul/SC) levantando poeira no Catarinense de Turismo Clássico categoria "A".
Poeira nêles!!!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Pôster "OS F1 DE NELSON PIQUET"

Comunico aos amantes da velocidade e apreciadores da arte automotiva que estou colocando à venda o pôster "OS F1 DE NELSON PIQUET" em formato A3, impressão digital em papel couchet brilhante (150 gr.) de alta qualidade.
Desde o Ensign N177 nº 22 azul usado em sua estréia no GP da Alemanha de 1978, passando pelas McLaren, Brabham, Williams, Lotus e as multicoloridas Benetton de 1990/1991.
Tá dado o recado.

Pedidos pelo e-mail: ararenovaes@ig.com.br

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

"Os F1 do Piquet" - 1990/1991 - A despedida da F1 com a Benetton

Benetton B189B (Ford-Cosworth V8) 1990.

Benetton B190 (Ford-Cosworth V8) 1990.

Benetton B190B (Ford-Cosworth V8) 1991.

Benetton B191 (Ford-Cosworth V8) 1991.

Para a temporada de 1990, Flavio Briatore (aquele...) e a Benetton dariam a Nelson Piquet a possibilidade de ter um carro competitivo.
Se não era possível andar na mesma balada das McLaren, a Benetton pelo menos tinha o mérito de ser um time em ascensão. Piquet e sua experiência eram talvez os elementos que faltavam a equipe.
Pilotando o multicolorido Benetton B189B do ano anterior nas duas primeiras etapas da temporada e nas demais com o novo modelo B190, Piquet marcou pontos em quase todas as provas, exceção feita a duas em que abandonou (GPs da Alemanha e Espanha), uma em que foi desclassificado (GP de Mônaco) e uma em que chegou em sétimo lugar (GP da Itália).
Subiu quatro vezes ao pódio, incluindo as duas vitórias consecutivas nos GPs do Japão e da Austrália, as duas últimas provas da temporada.
A vitória no Grande Prêmio do Japão teve sabor mais especial ainda para Piquet porque o segundo colocado foi o seu amigo de adolescência Roberto Moreno, também pela Benetton, estreando como substituto de Alessandro Nannini, que havia sofrido um gravíssimo acidente de helicóptero que o afastou em definitivo da Fórmula 1.
Com 43 pontos, Piquet termina o ano em 3º lugar.

Em 1991, a bordo do Benetton B190 versão B e depois com o novo B191 (bico de tubarão), Piquet voltaria a pontuar em diversas oportunidades e subiria ao pódio por duas vezes (incluindo a sua última vitória na Fórmula 1, no GP do Canadá em Montreal no dia 2 de Junho) mas...
Insatisfeito com as perspectivas da equipe Benetton para a temporada de 1992, já que o novo motor Ford-Cosworth não era suficientemente potente para deixá-lo em condições de voltar a brigar por títulos, Piquet, já com 39 anos anos de idade, tricampeão mundial e 204 GPs no currículo, decidiu abandonar a categoria após chegar em quarto lugar no chuvoso Grande Prêmio da Austrália, em Adelaide, no dia 3 de Novembro de 1991.
Nelson Piquet encerrou sua carreira na categoria máxima do automobilismo mundial em 6º lugar com 26,5 pontos.

Fim da série "Os F1 do Piquet".

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Francis e seu "pinico atômico" nº 2


Tava devendo essa carica pro meu amigo Francis "Poeiranaveia" Henrique Trennepohl há um tempão, então taí o seu "pinico atômico" finalmente em ação levantando poeira em sua estréia no TCC.
Parabéns Francis e senta a púa na próxima etapa do Catarinense de velocidade na terra.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

"Os F1 do Piquet" - 1988/1989 - A frustração na Lotus

Lotus 100T (Honda V6 Turbo) 1988.

Lotus 101 (Judd V8 Aspirado) 1989.

A lendária equipe Lotus já não tinha o mesmo rendimento e capacidade de antigamente, mas ainda possuía um grande aliado para a temporada de 1988, o motor Honda. Mas o Lotus 100T amarelo, projetado pelo engenheiro francês Gérard Ducarouge (que trabalhou com Senna de 1985 à 1987 na equipe), mostrou-se problemático.
Mesmo tendo o motor japonês, a Lotus não tinha forças para lutar com a mesma intensidade do que a McLaren, que também tinha o motor Honda V6 Turbo. O Lotus 100T era 7 km/h mais lento do que o McLaren MP 4/4 no retão em Jacarepaguá. O carro da Lotus era 2 segundos mais lento e aumentava para 3 em San Marino. O carro não reagia as modificações propostas e experimentadas por Nelson Piquet.
O diagnóstico de Piquet: excessiva torção na parte traseira do chassi.
Segundo comentários da imprensa automobilística internacional, o Lotus 100T tinha a estrutura rígida como uma casquinha de sorvete. O motor não era o problema da causa do baixo rendimento do carro, mas sim o chassi que Piquet declarou publicamente que era "uma merda" e desentendeu-se completamente com o projetista Gerard Ducarouge.
Com condições de disputar posições somente com os carros equipados com motor aspirado, Piquet terminou o campeonato em 6º lugar com 22 pontos conquistados.

Sem o motor Honda para 1989, a Lotus fechou com o motor Judd que mostrou-se um dos mais fracos da época. Nelson Piquet só conseguia se classificar nas provas praticamente no final do grid e disputar posições pelo bloco intermediário e de vez em quando dava para marcar alguns pontos. Para piorar, Piquet não conseguiria se classificar para o Grande Prêmio da Bélgica em Spa-Francorchamps, o mesmo acontecendo com seu companheiro de equipe, o japonês Satoru Nakagima.
Pela segunda vez na carreira que o piloto brasileiro ficava ausente de uma corrida. Nenhum pódio, e mais um ano tendo que disputar com o pelotão intermediário, Piquet terminou em 8º lugar no campeonato com 12 pontos.
Desiludido com as duas temporadas frustrantes na Lotus, Nelson Piquet assinou contrato com a equipe Benetton para a temporada de 1990.

sábado, 14 de agosto de 2010

"Os F1 do Piquet" - 1987 - O tricampeonato com o Williams FW11B

Williams FW11B (Honda V6 Turbo).

Em 1987, as Williams FW11B, dominaram a temporada. Logo no início do ano, Nelson Piquet sofre um grave acidente em um teste no circuíto de Ímola, na mesma curva Tamburelo que se tornaria famosa pela morte de Ayrton Senna.
"Depois desse acidente, minha visão nunca mais foi a mesma, e eu perdi uma parte da noção de profundidade" declarou Piquet anos depois.
Mesmo assim, Piquet e Mansell disputaram o título corrida a corrida.
Piquet, para driblar o alegado favorecimento da equipe ao inglês, lançou mão de suas conhecidas artimanhas, como testar com uma configuração ruim do carro, que muitas vezes seria copiada pelos mecânicos de Mansell, e alterá-la completamente minutos antes do treino ou da corrida.
Nos treinos para o Grande Prêmio da Itália, em Monza, Piquet estréia a suspensão ativa, consegue a pole e também vence a corrida. Na prova seguinte, o GP de Portugal, o novo componente é colocado no carro de Mansell, mas ele não consegue um acerto adequado. Para não favorecer apenas um lado, a equipe Williams resolve retirar a suspensão ativa dos dois carros. A alegação dada pela equipe britânica é que o novo componente não estava totalmente pronto para enfrentar uma corrida e que seria muito arriscado colocar uma nova tecnologia sem ainda ter uma certeza plena de que ela seria melhor e mais resistente que a suspensão convencional em condições iguais.
A verdade é que Mansell não entendia o funcionamento correto da suspensão ativa, diferente de Piquet que tirava o máximo proveito. Resultado, na reta final do campeonato, os dois carros voltam para a suspensão convencional em condições iguais.
Com o Williams FW11B (com ou sem suspensão ativa) Piquet vence os GPs da Alemanha, Hungria e Itália, é 2º no Brasil, Mônaco, EUA, França, Inglaterra, Áustria e México, 3º em Portugal e 4º na Espanha, somando ao final da temporada 73* pontos e torna-se tricampeão mundial de Fórmula 1.
Apesar do terceiro título, não havia mais clima algum para que Piquet continuasse na Williams e assina com a Lotus.

*Somente os 11 melhores resultados contavam para o campeonato. Piquet marcou 76 pontos durante o ano, mas somente 73 pontos contaram.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"Os F1 do Piquet" - 1986 - Williams FW11

Williams FW11 (Honda V6 Turbo).

Em 1986 Nelson Piquet foi para a equipe Williams desenvolver, junto com seu companheiro de equipe, o inglês Nigel Mansell, o projeto dos motores turbo da Honda.
O Williams FW11 mostrou-se competitivo, porém uma sucessão de resultados desfavoráveis e estratégias mal calculadas, como no Grande Prêmio da Austrália, a última prova da temporada, levaram Piquet e Mansell a perder o título para o francês Alain Prost.
Parte do fracasso se deveu a um grave acidente sofrido pelo dono da equipe, Frank Williams, que o deixou afastado do comando da equipe por vários meses. Frank foi o responsável pela contratação de Piquet, enquanto o seu sócio e engenheiro-chefe da equipe Williams, Patrick Head, era claramente defensor de Mansell na equipe britânica.
Piquet, a bordo do Williams FW11 nº 6, vence os GPs do Brasil, Alemanha, Hungria e Itália, chega em 2º em San Marino, Inglaterra e Austrália, 3º no Canadá, França e Portugal e 4º lugar no GP do México.
Soma 69 pontos e termina em 3º lugar no campeonato.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Stock Jr. nº 19 - Rodrigo Rosset

Caricatura (mais uma) do Stock Jr. do piloto Rodrigo Rosset que ocupa a 3ª colocação no campeonato 2010 da categoria.